Eduardo Suplicy, Deputado Estadual

Saúde, cuidado e direitos

Cannabis Medicinal e Redução de Danos

Cuidar das pessoas em vez de criminalizá-las.

"O maior avanço da redução de danos é romper com a desumanização das pessoas que usam drogas. Defender esse cuidado é proteger os mais vulneráveis e a própria democracia."
Eduardo Suplicy
Por experiência própria

Para Eduardo Suplicy, essa pauta não é teoria. Diagnosticado com Parkinson em 2023, ele trata a doença com cannabis medicinal e fala disso abertamente. A dor na perna passou, os tremores nas mãos melhoraram. Quem defende essa causa é também quem se beneficia dela todos os dias.

Eduardo Suplicy observa uma planta de cannabis
Suplicy diante de uma planta de cannabis: a defesa da regulamentação nasce da própria experiência como paciente.

O que Eduardo Suplicy
defende

Política de saúde pública que coloca o cuidado das pessoas acima da criminalização. Suplicy defende o acesso à cannabis medicinal e uma abordagem de redução de danos que respeita a dignidade de quem usa drogas.

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Cannabis medicinal

Acesso a produtos à base de cannabis, com prescrição e acompanhamento médico, para pacientes que dela necessitam.

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Redução de danos

Uma política de saúde pública que acolhe, informa e cuida, em vez de punir e marginalizar.

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Dignidade

Tratar a dependência como questão de saúde, e não de polícia, protegendo os mais vulneráveis.

Entenda os conceitos

O que é cannabis medicinal

São produtos derivados da planta da cannabis, usados com prescrição e acompanhamento médico. Ajudam no tratamento de epilepsias de difícil controle, dores crônicas, autismo, Parkinson, Alzheimer e sintomas de outras doenças. Para muitos pacientes que não respondem às terapias convencionais, é a diferença entre conviver com a dor e ter qualidade de vida. Saúde, não polícia.

O que é redução de danos

É uma política de saúde pública que cuida de quem usa drogas em vez de punir. Em vez de prender e isolar, ela acolhe, informa e trata, reconhecendo a pessoa como sujeito de direitos. A lógica é simples: criminalizar não diminui o uso. Só agrava o sofrimento, empurra gente para a clandestinidade e enche as prisões, sobretudo de jovens negros e pobres.

O que o Suplicy já fez

Na Assembleia Legislativa, ele é vice-coordenador da Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial. Defendeu a Lei 17.618/2023, que garante a distribuição gratuita de remédios à base de canabidiol pelo SUS em São Paulo. No primeiro ano, a política atendeu mais de 500 pacientes, com cerca de 15 mil frascos entregues.

Suplicy também destinou emendas do próprio mandato para financiar pesquisa com cannabis em universidades públicas, visitou associações de pacientes como a Maria Flor e a Flor da Vida, e cobra do Congresso a votação do PL 399, que regulamenta o cultivo da planta para fins medicinais no país.

O que está em jogo

Punir e marginalizar quem usa drogas não resolve nada. Só agrava o sofrimento e fortalece o tráfico. Informação, cuidado e acolhimento são caminhos mais humanos e mais eficazes. No centro dessa bandeira está a dignidade das pessoas mais vulneráveis. Tratar dependência como questão de saúde, e não de polícia, é também defender a democracia.

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